É muito comum julgarmos os atos dos outros sem olharmos para os nossos próprios atos.
Fazermos críticas aos problemas dos outros, e esquecermos que eles podem se tornar nossos próprios problemas.
Fazermos críticas aos problemas dos outros, e esquecermos que eles podem se tornar nossos próprios problemas.
O que acontece na casa do pobre, também acontece na casa do rico. Com uma diferença: o poder aquisitivo.
Por exemplo, o aborto da jovem rica é feito em clínica particular ou num consultório médico. O aborto da jovem pobre é feito no “açougue da esquina” ou no banheiro de casa.
Para curar o sangramento, a rica toma remédios e é acompanhada por médicos. A pobre toma “garrafada” e é acompanhada por “curandeiros”.
A mãe da jovem rica quando descobre o ato da filha, finge que não viu: Aborto é coisa de pobre. A mãe da jovem pobre, passa a mão na cabeça, e conta as moedas para ver o que pode fazer pela filha.
A jovem rica não se preocupa com a legislação, afinal ela fez uma Curetagem. A jovem pobre tem medo do seu destino, não procura atendimento médico e sangra até morrer.
Anos mais tarde, a jovem pobre que sobreviveu ao aborto, conta a experiência horrorosa para as amigas. Enquanto a jovem rica, nega até a morte ter feito um aborto e critica todas aquelas que já cometeram.
Chega de hipocrisia. Milhares de mulheres morrem e são mutiladas anualmente devido à conseqüência de procedimentos realizados clandestinamente.
Sabemos que a maior dádiva da vida de uma mulher é o dom de ser mãe, mas não dá pra tratar o aborto como questão religiosa ou moral, enquanto no quarto ao lado pode estar morrendo a sua filha.
“Aborto na casa outros é refresco!”.