terça-feira, 2 de agosto de 2011

Atenção mulherada: de 30 em 30 os partidos formam as chapas

Aumenta a procura por mulher no mercado político. Não fosse uma ironia, seria um ótimo título para os classificados dos jornais de domingo.  Mas a verdade é que, com a aproximação das eleições de 2012, os partidos estão a todo vapor em busca daquelas que podem preencher a obrigatória cota de 30% reservada às mulheres nas chapas de Vereadores.
Já escrevi, aqui mesmo nesse blog, o que penso sobre as candidaturas femininas e a participação da mulher na política. Para refrescar a memória vou pontuar apenas três questões:
Será que as mulheres querem se candidatar a algum cargo?
Se querem, porque o corre-corre dos partidos?
Mulher vota em mulher?
Tenho as minhas conclusões sobre as questões acima, mas gostaria de debater com outras mulheres esse assunto. 
Estamos em um período onde as mulheres conquistaram muitos direitos, e já mostraram o seu potencial. Não é à toa, que nosso País é comandado por uma de nós. No entanto, não podemos deixar que nos  tratem como gado.  
Vejo o interesse brotar em algumas mulheres que já foram “aliciadas” para lançar candidatura própria. Pena que esse convite seja oportuno aos partidos, e não às necessidades e prioridades das futuras candidatas. É muito fácil encher a mão de “santinhos” e colocar as meninas na rua, isso quando colocam. Difícil é, após o período eleitoral, capacitar e despertar a vontade política naquelas que serviram como estepe dos 30%.
Conquistamos esse direito com muito esforço, e nesse quesito palmas ao PT, que foi o pioneiro em reservar espaço nas chapas às candidaturas femininas. Coincidência ou não, a maioria das mulheres eleitas estão ligadas ao PT, ou a partidos de esquerda. Por que será?
Vale ressaltar que estamos vivendo outro momento, e que essa questão precisa ser debatida com seriedade. Por isso, fica a dica A TODOS os partidos, sem exceção.  

A mulherada agradece!
PS: Amigas antes de caírem no conto da coligação e do coeficiente eleitoral analisem bem os prós e os contras de colocar o time na rua. Ok?! Na dúvida, não sou expert, mas posso dar algumas dicas de como lidar com esse tipo de aliciamento.

terça-feira, 26 de julho de 2011

O tempo de Gêmeos

“Eu não sou senhor do tempo, mas eu sei que vai chover”. Chorão já previa aquilo que os astros sinalizam toda vez que uma tempestade está por vir. Tirando a água do meu banho e a que me deixa de pé, cansei de vê-la cair dos meus olhos em forma de lágrimas. Também pudera geminiano é o choro em pessoa. Chora por tudo. Até pela indecisão que o caracteriza como o signo mais “vai ou não vai” do zodíaco.

Voltando ao senhor tempo, bem dizia a minha avó: ele é o melhor remédio para as causas impossíveis. E não é que é verdade?! Ele acalma o coração, permite resolver os problemas, rever conceitos, entre outras coisas. Virei adepta do tempo, mas não o tenho diariamente, devido à correria. Prefiro utilizá-lo para controlar a minha paciência. Ah, impaciência e ansiedade são outras características do signo de dupla personalidade.

Resolvi falar do tempo, pois ele tem mexido muito com a minha cabeça ultimamente, seja pela falta ou pelo excesso. Em outras épocas, já o teria mandado para o “quinto dos infernos”, mas aprendi que depois dos 30 qualquer tempinho é negócio. Por isso, calma Daniela, calma. Segundo as profecias, você ainda tem até 2012 para ser feliz!

Quanto aos geminianos, nem tudo está perdido. Somos comunicativos, inteligentes, temos vários amigos e poucos inimigos, vivemos no mundo de "Bob", nos adaptamos facilmente aos ambientes e odiamos o marasmo. Só não aperte o nosso calo, pois nem o tempo será capaz de nos fazer esquecer aquele que transformou o calo em ferida.

domingo, 10 de julho de 2011

Ser ou não ser? Está em suas mãos!

Cuidar da casa, dos filhos e da família, tarefas corriqueiras às mulheres. Juntem a essas atribuições a vontade de viver em um mundo melhor, mais justo e igual. O resultado está nas milhares de mulheres que fazem a diferença na política. Que em grupo mostram a força feminina. Quando falo política não digo apenas a partidária, mas também a do cotidiano.

Em um universo masculinizado, a busca por um espaço não é fácil. A história nos mostra o quanto foi difícil conquistarmos alguns direitos, e o quanto é difícil conviver com a indiferença e as diferenças. Infelizmente ainda existem aqueles que pensam que “lugar de mulher é na cozinha”.

Pois é, e não são somente os homens que pensam assim. Sabe por quê? Muitas mulheres não confiam no potencial de suas semelhantes. Não acreditam que podemos fazer a diferença quando ocupamos os espaços públicos. Prova disso: a escassez de mulheres nas Câmaras e Assembleias de todo Brasil.

Na Baixada Santista, a representação feminina no Executivo não está tão mal assim. Das nove prefeituras, três são administradas por mulheres – houve tempo em que todas essas cadeiras eram masculinas. Porém, nas Câmaras Municipais, o visual não é o mesmo. Em um total de 110 cadeiras, apenas cinco são ocupadas por mulheres. Muito pouco, aliás, nada, se pensarmos que somos a maioria dos eleitores (51%). Nesse quesito destaque às mulheres do PT. Das cinco vereadoras, somente uma não pertence à sigla.

Como vimos, culpar os homens pelo fracasso feminino nas urnas não é desculpa. As obrigações que temos muitas vezes nos impedem de assumir determinadas posturas. A participação feminina na política vai além de uma questão de gênero, ela é uma questão de opção. Muitas vezes me pergunto, será que os espaços não são ocupados porque não queremos? Não é mais fácil estarmos atrás dos homens em tarefas “maternais” como as assessorias, por exemplo? Será que estamos a fim de ocupar os 30% que nos foi destinado? Por que apoiamos candidaturas masculinas quando temos potencial para conduzirmos as nossas?

Alguns desses questionamentos podem até ter respostas imediatas, porém fica a dica aos coletivos e grupos de mulheres que façam a discussão sobre esse ponto de vista.

O ano que vem é ano de eleição, e precisamos aproveitar a presença de uma mulher no cargo mais alto de nosso País para mostrar ao povo que podemos e somos capazes de auxiliar na construção de um mundo melhor.

De uma coisa eu tenho certeza, a mulher quando ocupa um espaço de poder ela faz a diferença. Além de deixar o ambiente mais charmoso, elas têm a capacidade de apontar soluções e discutir os assuntos com um olhar avançado, de um jeito que só a mulher sabe fazer. 

terça-feira, 28 de junho de 2011

Em nome de Deus eu vos condeno!


Os recentes e constantes ataques à orientação sexual dos indivíduos mostram a incoerência dos pregadores da moral e dos bons costumes, e daqueles que utilizam o nome de Deus em vão (um dos dez pecados).  Sem generalizar ou condenar os religiosos, alguns malucos estão exagerando. Não sei se por vontade de aparecer, ou por não ter o que fazer.
Vamos ao que interessa:
A Bíblia diz: “Amai-vos uns aos outros, como a ti mesmo”.
Certo, mas o que dizer do fiel seguidor dos preceitos bíblicos? Se ele renega e odeia o seu irmão, ele não ama a si próprio. Ou pior é mal amado. Um conselho: passe a conversar mais com o seu espelho. Uma boa terapia também ajuda a melhorar a auto estima.
O livro sagrado diz ainda: “Aqueles que respeitarem as leis de Deus terão o reino dos céus”. Pois bem, nossa vida tem livre arbítrio, e fazemos dela o que bem entender. Para disciplinar as nossas ações existem as leis dos homens, se não cumpri-las podemos sofrer sanções.
Por exemplo, se eu matar uma pessoa quem vai pra cadeia? Eu. Se eu pecar quem irá arder no mármore do inferno? Eu. Portanto, se importe mais com os seus atos, e deixem que os outros façam da sua vida o que bem entender. Quem é você pra julgar? Por acaso o cajado da justiça divina lhe pertence? O castigo que tanto insiste em imputar as vidas alheias, pode não ter importância no dia do seu juízo final.
Outra coisa, segundo a Igreja o sexo tem apenas a função da procriação, então porque sentimos prazer? Até onde sei a mulher não precisa gozar para engravidar - desculpe-me se usei um termo chulo, mas para entender é melhor-, basta estar no período fértil.
Cresci na igreja católica, estudei a Bíblia, e dos sacramentos só não tenho o Casamento.  Mas, nem por isso, me tornei uma pessoa preconceituosa. Lá aprendi muitas coisas boas.  Aprendi a respeitar o próximo, a fazer o bem sem olhar a quem, e a ser um ser humano melhor. Ter uma religião, e nela acreditar, não é desculpa para ofender, humilhar e desrespeitar aqueles que não pensam ou agem como você.
A Bíblia é um livro que requer muita interpretação de texto. Cuidado, pois se apegar as interpretações de outros e tomá-las como sua filosofia de vida, pode lhe trazer à infelicidade.
O nosso caminho, nós mesmos trilhamos. No final de todo arco-íris tem um pote de ouro. Pense nisso!


segunda-feira, 27 de junho de 2011

A busca pela felicidade

Na luta por dias melhores, seguimos incansáveis na busca pela felicidade. O caminho é árduo e cheio de pedras, e faz pensar que a vida é feita, apenas, de momentos felizes. Que a felicidade nunca chegará a sua plenitude.
Aprendemos que pensamentos negativos atraem coisas ruins, mas como não pensar no pior?! Impossível.  O ser humano não foi programado somente para as coisas boas. Precisamos do que é ruim para aprender a viver. 
Os tombos servem de lição, e o levantar é um desafio de encarar a vida de outro jeito, de dizer para o novo: eu quero, eu preciso, eu vou conseguir!  O equilíbrio vem com a maturidade, depois que o corpo e a alma já estão repletos de hematomas. Sábios são aqueles que não se importam com as feridas, e ao primeiro sinal de cicatrização mostram que são capazes de encontrar a tal felicidade.
E quando pensamos que o amor (homem e mulher) não existe. Que isso é coisa de novela, de conto de fadas.  Vem um vento e sopra no ouvido: “O teu amor chegou”. Pronto para embarcar na carruagem, o relógio sinaliza meia-noite, e o que era lindo acabou, virou abóbora. Do mesmo jeito que o vento soprou, o sonho acabou e deixou na cabeça e no corpo as lembranças de alguém que lhe fez bem, mesmo que por alguns instantes.
O bom disso tudo é poder sentir novamente que estamos vivos. Que as sensações gostosas da vida, do amor ao próximo, da paixão enlouquecida, são maiores do que as feridas. Nada como sentir um bom e duradouro frio na barriga, as borboletas enchendo o estômago e uma gostosa e doce vontade de estar perto, de querer bem. Mesmo que esse alguém tenha ficado apenas na memória.
Portanto, apaixonem-se, entreguem-se, amem e vivam cada segundo como se fosse o último.
A total felicidade pode não existir, mas tê-la constantemente revigora e enche de prazer.

Migrante Calunga

Numa semana repleta de inspiração, escrevi esse poema para complementar um vídeo institucional produzido para uma sessão solene na Cãmara Municipal de São Vicente. A homenagem era ao sr. Dominguinhos, o servidor com mais idade da Codesavi (Companhia de Desenvolvimento de São Vicente). Nordestino, aos 22 anos, Domingos Agostinho migrou para São Vicente, e sua história foi o enredo do texto abaixo, o qual denominei: Migrante Calunga.


Fugi da seca da fome do sertão.
Parti em busca uma vida melhor,
De um futuro onde eu fosse o protagonista de minha própria história.
Com a mala na mão, entreguei-me uma missão:
Encontrar a felicidade na primeira cidade do Brasil.

Com um galã de novela, dei início a trama da minha vida.
Conheci o amor de um homem e uma mulher,
Conheci o amor incondicional dos filhos e o prazer de educar,
Conheci o poder da labuta diária e o valor de colocar o pão na mesa.

Nessa terra fiz amigos, e mostrei a força do nordestino.
Que não se cansa para vencer,
Que tem a esperança de viver,
Que vive, mesmo quando lhe resta sofrer,
Que valoriza o abrigo que lhe fez crescer,
E que se sente filho, mesmo que esse não o tenha visto nascer.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Falta de interesse afasta jovens da militância


Por Daniela Origuela

Jovens em ato político na capital São Paulo.
Entre as décadas de 1970 e 1980, a luta pela democracia no País levou milhares de jovens a procurar um espaço para gritar por liberdade. Esse espaço era traduzido nos partidos políticos de esquerda, considerados revolucionários. Mas, o que antes era movido pelo anseio de dias melhores, hoje, para muitos jovens, não passa de um meio que as pessoas arrumam para ganhar dinheiro.

Segundo, o coordenador da Juventude Socialista Brasileira (JSB) na Baixada Santista, Thiago Garcia, 27 anos, esse é o pensamento de grande parte da juventude. Thiago representa os milhares de jovens que ainda militam dentro dos partidos políticos. “A questão é que hoje vivemos num mundo diferente daquele de 30 anos atrás. O jovem não quer discutir política, ele prefere se preocupar com o carro novo, mas não quer saber que a política influencia no preço do pão, por exemplo”, diz Garcia. 

O militante afirma que as notícias veiculadas na mídia também interferem na falta de interesse dos jovens pelos partidos. “Eles acabam rotulando todos que pertencem a uma determinada sigla, só porque alguém cometeu algo errado. É a famosa ‘rejeição antiética’”, completa Thiago.

Para o coordenador da Juventude do Partido dos Trabalhadores (JPT) na Baixada Santista, Arthur Godoy, 29 anos, a questão é que a discussão ideológica está fragilizada. “A juventude está muito individualista, sem a consciência coletiva. Ele se ausenta dos seus compromissos como cidadão”, diz Godoy. 

Sobre o enfraquecimento das legendas, ele cita como exemplo o Diretório Municipal do PT em Santos, atuante na década de 1990 e em fase difícil, atualmente. “O PT não diminuiu em Santos e nem deixou de ter jovens, acontece que as grandes lideranças assumiram outros papéis no Executivo e Legislativo e não tiveram tempo de pensar no partido para o futuro”.  

Os dois jovens dirigentes acreditam que o caminho para modificar o cenário passa pela discussão com a juventude sobre o que é política de verdade e não politicagem. “Isso significa priorizar a formação”, destaca Thiago.

*Matéria publicada na edição de 23/03/2011 do jornal laboratorial "Primeiro Texto", produzido por alunos do 2º ano de jornalismo da FaAC Unisanta.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A utopia do VLT


Desde que me entendo por gente ouço falar do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). Acostumei-me, assim como todo povo da Baixada Santista, de quatro em quatro anos, a imaginar como seriam os tais veículos - sobre trilhos, com pneus, vagões, uma espécie de metrô ao ar livre – e por onde iriam passar.

Passados mais de vinte anos, o Governo do Estado de São Paulo, cujo seu representante atual é o Sr. Geraldo Alckimin (PSDB), iniciou o processo de implantação do sistema VLT no ano passado. Projetos foram aprovados a toque de caixa nas Câmaras de Santos e São Vicente, palanques foram lotados no período eleitoral, e (...) até agora nada!
                       
Ainda bem que não saiu do papel mesmo, pois muitos pontos do projeto precisam ser esclarecidos, como por exemplo, o impacto no já “caótico” trânsito e nos empregos das empresas de ônibus, a integração dos transportes, o público beneficiado, etc. etc. Imagine um trem passando pela avenida da praia nos horários de pico? Quem encara esse trânsito, todos os dias, sabe o que estou falando.
                        
Enquanto a utópica novela do VLT fica só na promessa, outro assunto, que é tão real quanto se pressupõe o Big Brother, não é discutido: A implantação do Bilhete Único na região metropolitana da Baixada Santista. Se bem que o Governo Estadual, andou “cacarejando” ser essa a sua prioridade. Mas como a ponte estaiada e o VLT também eram (pausa para os risos).
                        
Muito mais real e com possibilidades concretas de ser viabilizado, o Bilhete Único metropolitano é a resolução dos problemas dos usuários do transporte coletivo e a verdadeira integração do transporte na região. Além de baratear o custo da passagem, o Bilhete Único, vai possibilitar que indivíduos, como eu, como você, saia do bairro Japuí, em São Vicente, com destino à Ponta da Praia, pagando apenas uma tarifa, por exemplo.
                         
Sem contar que as empresas de ônibus poderão modernizar a sua frota e disponibilizar mais veículos à população, haja vista, a redução nos impostos que encarecem o valor repassado aos usuários (tarifa).  
                         
Para que o Bilhete Único seja de fato implantado na nossa região, é necessário fazermos uma mobilização e mostrarmos aos “cacarejadores” de plantão, que o Bilhete Único é real e possível.
                         
Vamos deixar a utopia para os romances das novelas e as promessas, sem retorno, aos caras-de-pau.
                         
Vamos lutar pelo o que pode se tornar realidade, ou seja, pelo Bilhete Único na Baixada Santista.