Na luta por dias melhores, seguimos incansáveis na busca pela felicidade. O caminho é árduo e cheio de pedras, e faz pensar que a vida é feita, apenas, de momentos felizes. Que a felicidade nunca chegará a sua plenitude.
Aprendemos que pensamentos negativos atraem coisas ruins, mas como não pensar no pior?! Impossível. O ser humano não foi programado somente para as coisas boas. Precisamos do que é ruim para aprender a viver.
Os tombos servem de lição, e o levantar é um desafio de encarar a vida de outro jeito, de dizer para o novo: eu quero, eu preciso, eu vou conseguir! O equilíbrio vem com a maturidade, depois que o corpo e a alma já estão repletos de hematomas. Sábios são aqueles que não se importam com as feridas, e ao primeiro sinal de cicatrização mostram que são capazes de encontrar a tal felicidade.
E quando pensamos que o amor (homem e mulher) não existe. Que isso é coisa de novela, de conto de fadas. Vem um vento e sopra no ouvido: “O teu amor chegou”. Pronto para embarcar na carruagem, o relógio sinaliza meia-noite, e o que era lindo acabou, virou abóbora. Do mesmo jeito que o vento soprou, o sonho acabou e deixou na cabeça e no corpo as lembranças de alguém que lhe fez bem, mesmo que por alguns instantes.
O bom disso tudo é poder sentir novamente que estamos vivos. Que as sensações gostosas da vida, do amor ao próximo, da paixão enlouquecida, são maiores do que as feridas. Nada como sentir um bom e duradouro frio na barriga, as borboletas enchendo o estômago e uma gostosa e doce vontade de estar perto, de querer bem. Mesmo que esse alguém tenha ficado apenas na memória.
Portanto, apaixonem-se, entreguem-se, amem e vivam cada segundo como se fosse o último.
A total felicidade pode não existir, mas tê-la constantemente revigora e enche de prazer.

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