terça-feira, 28 de junho de 2011

Em nome de Deus eu vos condeno!


Os recentes e constantes ataques à orientação sexual dos indivíduos mostram a incoerência dos pregadores da moral e dos bons costumes, e daqueles que utilizam o nome de Deus em vão (um dos dez pecados).  Sem generalizar ou condenar os religiosos, alguns malucos estão exagerando. Não sei se por vontade de aparecer, ou por não ter o que fazer.
Vamos ao que interessa:
A Bíblia diz: “Amai-vos uns aos outros, como a ti mesmo”.
Certo, mas o que dizer do fiel seguidor dos preceitos bíblicos? Se ele renega e odeia o seu irmão, ele não ama a si próprio. Ou pior é mal amado. Um conselho: passe a conversar mais com o seu espelho. Uma boa terapia também ajuda a melhorar a auto estima.
O livro sagrado diz ainda: “Aqueles que respeitarem as leis de Deus terão o reino dos céus”. Pois bem, nossa vida tem livre arbítrio, e fazemos dela o que bem entender. Para disciplinar as nossas ações existem as leis dos homens, se não cumpri-las podemos sofrer sanções.
Por exemplo, se eu matar uma pessoa quem vai pra cadeia? Eu. Se eu pecar quem irá arder no mármore do inferno? Eu. Portanto, se importe mais com os seus atos, e deixem que os outros façam da sua vida o que bem entender. Quem é você pra julgar? Por acaso o cajado da justiça divina lhe pertence? O castigo que tanto insiste em imputar as vidas alheias, pode não ter importância no dia do seu juízo final.
Outra coisa, segundo a Igreja o sexo tem apenas a função da procriação, então porque sentimos prazer? Até onde sei a mulher não precisa gozar para engravidar - desculpe-me se usei um termo chulo, mas para entender é melhor-, basta estar no período fértil.
Cresci na igreja católica, estudei a Bíblia, e dos sacramentos só não tenho o Casamento.  Mas, nem por isso, me tornei uma pessoa preconceituosa. Lá aprendi muitas coisas boas.  Aprendi a respeitar o próximo, a fazer o bem sem olhar a quem, e a ser um ser humano melhor. Ter uma religião, e nela acreditar, não é desculpa para ofender, humilhar e desrespeitar aqueles que não pensam ou agem como você.
A Bíblia é um livro que requer muita interpretação de texto. Cuidado, pois se apegar as interpretações de outros e tomá-las como sua filosofia de vida, pode lhe trazer à infelicidade.
O nosso caminho, nós mesmos trilhamos. No final de todo arco-íris tem um pote de ouro. Pense nisso!


segunda-feira, 27 de junho de 2011

A busca pela felicidade

Na luta por dias melhores, seguimos incansáveis na busca pela felicidade. O caminho é árduo e cheio de pedras, e faz pensar que a vida é feita, apenas, de momentos felizes. Que a felicidade nunca chegará a sua plenitude.
Aprendemos que pensamentos negativos atraem coisas ruins, mas como não pensar no pior?! Impossível.  O ser humano não foi programado somente para as coisas boas. Precisamos do que é ruim para aprender a viver. 
Os tombos servem de lição, e o levantar é um desafio de encarar a vida de outro jeito, de dizer para o novo: eu quero, eu preciso, eu vou conseguir!  O equilíbrio vem com a maturidade, depois que o corpo e a alma já estão repletos de hematomas. Sábios são aqueles que não se importam com as feridas, e ao primeiro sinal de cicatrização mostram que são capazes de encontrar a tal felicidade.
E quando pensamos que o amor (homem e mulher) não existe. Que isso é coisa de novela, de conto de fadas.  Vem um vento e sopra no ouvido: “O teu amor chegou”. Pronto para embarcar na carruagem, o relógio sinaliza meia-noite, e o que era lindo acabou, virou abóbora. Do mesmo jeito que o vento soprou, o sonho acabou e deixou na cabeça e no corpo as lembranças de alguém que lhe fez bem, mesmo que por alguns instantes.
O bom disso tudo é poder sentir novamente que estamos vivos. Que as sensações gostosas da vida, do amor ao próximo, da paixão enlouquecida, são maiores do que as feridas. Nada como sentir um bom e duradouro frio na barriga, as borboletas enchendo o estômago e uma gostosa e doce vontade de estar perto, de querer bem. Mesmo que esse alguém tenha ficado apenas na memória.
Portanto, apaixonem-se, entreguem-se, amem e vivam cada segundo como se fosse o último.
A total felicidade pode não existir, mas tê-la constantemente revigora e enche de prazer.

Migrante Calunga

Numa semana repleta de inspiração, escrevi esse poema para complementar um vídeo institucional produzido para uma sessão solene na Cãmara Municipal de São Vicente. A homenagem era ao sr. Dominguinhos, o servidor com mais idade da Codesavi (Companhia de Desenvolvimento de São Vicente). Nordestino, aos 22 anos, Domingos Agostinho migrou para São Vicente, e sua história foi o enredo do texto abaixo, o qual denominei: Migrante Calunga.


Fugi da seca da fome do sertão.
Parti em busca uma vida melhor,
De um futuro onde eu fosse o protagonista de minha própria história.
Com a mala na mão, entreguei-me uma missão:
Encontrar a felicidade na primeira cidade do Brasil.

Com um galã de novela, dei início a trama da minha vida.
Conheci o amor de um homem e uma mulher,
Conheci o amor incondicional dos filhos e o prazer de educar,
Conheci o poder da labuta diária e o valor de colocar o pão na mesa.

Nessa terra fiz amigos, e mostrei a força do nordestino.
Que não se cansa para vencer,
Que tem a esperança de viver,
Que vive, mesmo quando lhe resta sofrer,
Que valoriza o abrigo que lhe fez crescer,
E que se sente filho, mesmo que esse não o tenha visto nascer.