Numa semana repleta de inspiração, escrevi esse poema para complementar um vídeo institucional produzido para uma sessão solene na Cãmara Municipal de São Vicente. A homenagem era ao sr. Dominguinhos, o servidor com mais idade da Codesavi (Companhia de Desenvolvimento de São Vicente). Nordestino, aos 22 anos, Domingos Agostinho migrou para São Vicente, e sua história foi o enredo do texto abaixo, o qual denominei: Migrante Calunga.
Fugi da seca da fome do sertão.
Parti em busca uma vida melhor,
De um futuro onde eu fosse o protagonista de minha própria história.
Com a mala na mão, entreguei-me uma missão:
Encontrar a felicidade na primeira cidade do Brasil.
Com um galã de novela, dei início a trama da minha vida.
Conheci o amor de um homem e uma mulher,
Conheci o amor incondicional dos filhos e o prazer de educar,
Conheci o poder da labuta diária e o valor de colocar o pão na mesa.
Nessa terra fiz amigos, e mostrei a força do nordestino.
Que não se cansa para vencer,
Que tem a esperança de viver,
Que vive, mesmo quando lhe resta sofrer,
Que valoriza o abrigo que lhe fez crescer,
E que se sente filho, mesmo que esse não o tenha visto nascer.
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