terça-feira, 26 de julho de 2011

O tempo de Gêmeos

“Eu não sou senhor do tempo, mas eu sei que vai chover”. Chorão já previa aquilo que os astros sinalizam toda vez que uma tempestade está por vir. Tirando a água do meu banho e a que me deixa de pé, cansei de vê-la cair dos meus olhos em forma de lágrimas. Também pudera geminiano é o choro em pessoa. Chora por tudo. Até pela indecisão que o caracteriza como o signo mais “vai ou não vai” do zodíaco.

Voltando ao senhor tempo, bem dizia a minha avó: ele é o melhor remédio para as causas impossíveis. E não é que é verdade?! Ele acalma o coração, permite resolver os problemas, rever conceitos, entre outras coisas. Virei adepta do tempo, mas não o tenho diariamente, devido à correria. Prefiro utilizá-lo para controlar a minha paciência. Ah, impaciência e ansiedade são outras características do signo de dupla personalidade.

Resolvi falar do tempo, pois ele tem mexido muito com a minha cabeça ultimamente, seja pela falta ou pelo excesso. Em outras épocas, já o teria mandado para o “quinto dos infernos”, mas aprendi que depois dos 30 qualquer tempinho é negócio. Por isso, calma Daniela, calma. Segundo as profecias, você ainda tem até 2012 para ser feliz!

Quanto aos geminianos, nem tudo está perdido. Somos comunicativos, inteligentes, temos vários amigos e poucos inimigos, vivemos no mundo de "Bob", nos adaptamos facilmente aos ambientes e odiamos o marasmo. Só não aperte o nosso calo, pois nem o tempo será capaz de nos fazer esquecer aquele que transformou o calo em ferida.

domingo, 10 de julho de 2011

Ser ou não ser? Está em suas mãos!

Cuidar da casa, dos filhos e da família, tarefas corriqueiras às mulheres. Juntem a essas atribuições a vontade de viver em um mundo melhor, mais justo e igual. O resultado está nas milhares de mulheres que fazem a diferença na política. Que em grupo mostram a força feminina. Quando falo política não digo apenas a partidária, mas também a do cotidiano.

Em um universo masculinizado, a busca por um espaço não é fácil. A história nos mostra o quanto foi difícil conquistarmos alguns direitos, e o quanto é difícil conviver com a indiferença e as diferenças. Infelizmente ainda existem aqueles que pensam que “lugar de mulher é na cozinha”.

Pois é, e não são somente os homens que pensam assim. Sabe por quê? Muitas mulheres não confiam no potencial de suas semelhantes. Não acreditam que podemos fazer a diferença quando ocupamos os espaços públicos. Prova disso: a escassez de mulheres nas Câmaras e Assembleias de todo Brasil.

Na Baixada Santista, a representação feminina no Executivo não está tão mal assim. Das nove prefeituras, três são administradas por mulheres – houve tempo em que todas essas cadeiras eram masculinas. Porém, nas Câmaras Municipais, o visual não é o mesmo. Em um total de 110 cadeiras, apenas cinco são ocupadas por mulheres. Muito pouco, aliás, nada, se pensarmos que somos a maioria dos eleitores (51%). Nesse quesito destaque às mulheres do PT. Das cinco vereadoras, somente uma não pertence à sigla.

Como vimos, culpar os homens pelo fracasso feminino nas urnas não é desculpa. As obrigações que temos muitas vezes nos impedem de assumir determinadas posturas. A participação feminina na política vai além de uma questão de gênero, ela é uma questão de opção. Muitas vezes me pergunto, será que os espaços não são ocupados porque não queremos? Não é mais fácil estarmos atrás dos homens em tarefas “maternais” como as assessorias, por exemplo? Será que estamos a fim de ocupar os 30% que nos foi destinado? Por que apoiamos candidaturas masculinas quando temos potencial para conduzirmos as nossas?

Alguns desses questionamentos podem até ter respostas imediatas, porém fica a dica aos coletivos e grupos de mulheres que façam a discussão sobre esse ponto de vista.

O ano que vem é ano de eleição, e precisamos aproveitar a presença de uma mulher no cargo mais alto de nosso País para mostrar ao povo que podemos e somos capazes de auxiliar na construção de um mundo melhor.

De uma coisa eu tenho certeza, a mulher quando ocupa um espaço de poder ela faz a diferença. Além de deixar o ambiente mais charmoso, elas têm a capacidade de apontar soluções e discutir os assuntos com um olhar avançado, de um jeito que só a mulher sabe fazer.