domingo, 10 de julho de 2011

Ser ou não ser? Está em suas mãos!

Cuidar da casa, dos filhos e da família, tarefas corriqueiras às mulheres. Juntem a essas atribuições a vontade de viver em um mundo melhor, mais justo e igual. O resultado está nas milhares de mulheres que fazem a diferença na política. Que em grupo mostram a força feminina. Quando falo política não digo apenas a partidária, mas também a do cotidiano.

Em um universo masculinizado, a busca por um espaço não é fácil. A história nos mostra o quanto foi difícil conquistarmos alguns direitos, e o quanto é difícil conviver com a indiferença e as diferenças. Infelizmente ainda existem aqueles que pensam que “lugar de mulher é na cozinha”.

Pois é, e não são somente os homens que pensam assim. Sabe por quê? Muitas mulheres não confiam no potencial de suas semelhantes. Não acreditam que podemos fazer a diferença quando ocupamos os espaços públicos. Prova disso: a escassez de mulheres nas Câmaras e Assembleias de todo Brasil.

Na Baixada Santista, a representação feminina no Executivo não está tão mal assim. Das nove prefeituras, três são administradas por mulheres – houve tempo em que todas essas cadeiras eram masculinas. Porém, nas Câmaras Municipais, o visual não é o mesmo. Em um total de 110 cadeiras, apenas cinco são ocupadas por mulheres. Muito pouco, aliás, nada, se pensarmos que somos a maioria dos eleitores (51%). Nesse quesito destaque às mulheres do PT. Das cinco vereadoras, somente uma não pertence à sigla.

Como vimos, culpar os homens pelo fracasso feminino nas urnas não é desculpa. As obrigações que temos muitas vezes nos impedem de assumir determinadas posturas. A participação feminina na política vai além de uma questão de gênero, ela é uma questão de opção. Muitas vezes me pergunto, será que os espaços não são ocupados porque não queremos? Não é mais fácil estarmos atrás dos homens em tarefas “maternais” como as assessorias, por exemplo? Será que estamos a fim de ocupar os 30% que nos foi destinado? Por que apoiamos candidaturas masculinas quando temos potencial para conduzirmos as nossas?

Alguns desses questionamentos podem até ter respostas imediatas, porém fica a dica aos coletivos e grupos de mulheres que façam a discussão sobre esse ponto de vista.

O ano que vem é ano de eleição, e precisamos aproveitar a presença de uma mulher no cargo mais alto de nosso País para mostrar ao povo que podemos e somos capazes de auxiliar na construção de um mundo melhor.

De uma coisa eu tenho certeza, a mulher quando ocupa um espaço de poder ela faz a diferença. Além de deixar o ambiente mais charmoso, elas têm a capacidade de apontar soluções e discutir os assuntos com um olhar avançado, de um jeito que só a mulher sabe fazer. 

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