quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A utopia do VLT


Desde que me entendo por gente ouço falar do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). Acostumei-me, assim como todo povo da Baixada Santista, de quatro em quatro anos, a imaginar como seriam os tais veículos - sobre trilhos, com pneus, vagões, uma espécie de metrô ao ar livre – e por onde iriam passar.

Passados mais de vinte anos, o Governo do Estado de São Paulo, cujo seu representante atual é o Sr. Geraldo Alckimin (PSDB), iniciou o processo de implantação do sistema VLT no ano passado. Projetos foram aprovados a toque de caixa nas Câmaras de Santos e São Vicente, palanques foram lotados no período eleitoral, e (...) até agora nada!
                       
Ainda bem que não saiu do papel mesmo, pois muitos pontos do projeto precisam ser esclarecidos, como por exemplo, o impacto no já “caótico” trânsito e nos empregos das empresas de ônibus, a integração dos transportes, o público beneficiado, etc. etc. Imagine um trem passando pela avenida da praia nos horários de pico? Quem encara esse trânsito, todos os dias, sabe o que estou falando.
                        
Enquanto a utópica novela do VLT fica só na promessa, outro assunto, que é tão real quanto se pressupõe o Big Brother, não é discutido: A implantação do Bilhete Único na região metropolitana da Baixada Santista. Se bem que o Governo Estadual, andou “cacarejando” ser essa a sua prioridade. Mas como a ponte estaiada e o VLT também eram (pausa para os risos).
                        
Muito mais real e com possibilidades concretas de ser viabilizado, o Bilhete Único metropolitano é a resolução dos problemas dos usuários do transporte coletivo e a verdadeira integração do transporte na região. Além de baratear o custo da passagem, o Bilhete Único, vai possibilitar que indivíduos, como eu, como você, saia do bairro Japuí, em São Vicente, com destino à Ponta da Praia, pagando apenas uma tarifa, por exemplo.
                         
Sem contar que as empresas de ônibus poderão modernizar a sua frota e disponibilizar mais veículos à população, haja vista, a redução nos impostos que encarecem o valor repassado aos usuários (tarifa).  
                         
Para que o Bilhete Único seja de fato implantado na nossa região, é necessário fazermos uma mobilização e mostrarmos aos “cacarejadores” de plantão, que o Bilhete Único é real e possível.
                         
Vamos deixar a utopia para os romances das novelas e as promessas, sem retorno, aos caras-de-pau.
                         
Vamos lutar pelo o que pode se tornar realidade, ou seja, pelo Bilhete Único na Baixada Santista.