Aumenta a procura por mulher no mercado político. Não fosse uma ironia, seria um ótimo título para os classificados dos jornais de domingo. Mas a verdade é que, com a aproximação das eleições de 2012, os partidos estão a todo vapor em busca daquelas que podem preencher a obrigatória cota de 30% reservada às mulheres nas chapas de Vereadores.
Já escrevi, aqui mesmo nesse blog, o que penso sobre as candidaturas femininas e a participação da mulher na política. Para refrescar a memória vou pontuar apenas três questões:
1ª Será que as mulheres querem se candidatar a algum cargo?
2º Se querem, porque o corre-corre dos partidos?
3º Mulher vota em mulher?
Tenho as minhas conclusões sobre as questões acima, mas gostaria de debater com outras mulheres esse assunto.
Estamos em um período onde as mulheres conquistaram muitos direitos, e já mostraram o seu potencial. Não é à toa, que nosso País é comandado por uma de nós. No entanto, não podemos deixar que nos tratem como gado.
Vejo o interesse brotar em algumas mulheres que já foram “aliciadas” para lançar candidatura própria. Pena que esse convite seja oportuno aos partidos, e não às necessidades e prioridades das futuras candidatas. É muito fácil encher a mão de “santinhos” e colocar as meninas na rua, isso quando colocam. Difícil é, após o período eleitoral, capacitar e despertar a vontade política naquelas que serviram como estepe dos 30%.
Conquistamos esse direito com muito esforço, e nesse quesito palmas ao PT, que foi o pioneiro em reservar espaço nas chapas às candidaturas femininas. Coincidência ou não, a maioria das mulheres eleitas estão ligadas ao PT, ou a partidos de esquerda. Por que será?
Vale ressaltar que estamos vivendo outro momento, e que essa questão precisa ser debatida com seriedade. Por isso, fica a dica A TODOS os partidos, sem exceção.
A mulherada agradece!
PS: Amigas antes de caírem no conto da coligação e do coeficiente eleitoral analisem bem os prós e os contras de colocar o time na rua. Ok?! Na dúvida, não sou expert, mas posso dar algumas dicas de como lidar com esse tipo de aliciamento.

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