sexta-feira, 11 de maio de 2012

Conselho de mãe vale ouro



Para marcar a data do próximo domingo, poderia entrevistar alguma mulher (mãe, avó...), afinal sou "quase" uma jornalista. Mas, não. Preferi me auto entrevistar, e passar uma mensagem, através da experiência mais "louca" da minha vida, a de ser mãe.

Faço parte de uma estatística do governo, a gravidez na adolescência. Em 1996, aos 16 anos, fui surpreendida com uma gestação indesejada, no início, mas que iria mudar completamente a minha vida.

A camisinha e os anticoncepcionais conheci nas aulas de ciências e biologia, e na Capricho - revista a qual era assinante e amava - mas nunca pensei que a falta desses métodos fosse provocar o "barato mais doido" que já vivi.

Ver o meu corpo se transformar tão rapidamente não foi fácil. Até então, minha maior preocupação estética eram as espinhas. Agora, além delas, teria que administrar, também, uma enorme barriga mapeada por inúmeras estrias. Um desafio físico e psicológico inexplicável.  A Acnase (creme que combate a acne) e o óleo de amêndoas foram meus aliados nessa guerra perdida. 

Não vou falar de relação conjugal, até porque o foco é outro. Só posso dizer que, ao contrário de muitos casos, onde geralmente as mulheres arcam sozinhas com a responsabilidade do filho, juntei meus trapos, com os trapos do pai, e aos 17 anos constitui família. Ou seja, casei.

Administrar os conflitos da adolescência, com a responsabilidade de ser mãe e esposa, me fez chorar muito, mas muito mesmo. A sorte foi ter a dona Irene do meu lado. A avó-mãe mais incrível que já conheci, e a qual, em memória, dedico esse texto.

Troquei a escola, o emprego, baladas, mordomias e a liberdade, por fraldas, mamadeiras, choro, noites sem dormir e uma "viagem sem retorno". Aprendi na marra a ser adulta.

Mas acho que gostei da brincadeira (e das dores do parto). Depois do Luiz, vieram mais dois: Lucas e Giulia, aos 19 e aos 22 anos, respectivamente.

Hoje, tenho três jornadas: trabalho, casa e escola (uma loucura).  Sou uma jovem com três filhos na fase da “aborrecência” (e que fase!). O manequim 38 e a barriga lisinha ficaram para trás. Os cabelos brancos começaram a proliferar em minha cabeça e anunciam o que está por vir: "filho criado, trabalho dobrado".

A vida continua não sendo fácil, mas manter o sorriso no rosto e a cabeça erguida é a melhor forma de encarar o dia a dia.

Arrependimento? Não. Talvez, um vago desejo de ter feito as coisas no tempo certo.  Do jeito que a minha mãe queria.

A maior lição que ficou disso tudo foi entender que, apesar de difícil, ver o filho seguindo seus conselhos, é o melhor presente que uma mãe pode receber.

Pois é, meus amigos, no mercado da vida, conselho de mãe vale ouro.

Em momento loucura com a Giulia e com o Luiz

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Atenção mulherada: de 30 em 30 os partidos formam as chapas

Aumenta a procura por mulher no mercado político. Não fosse uma ironia, seria um ótimo título para os classificados dos jornais de domingo.  Mas a verdade é que, com a aproximação das eleições de 2012, os partidos estão a todo vapor em busca daquelas que podem preencher a obrigatória cota de 30% reservada às mulheres nas chapas de Vereadores.
Já escrevi, aqui mesmo nesse blog, o que penso sobre as candidaturas femininas e a participação da mulher na política. Para refrescar a memória vou pontuar apenas três questões:
1ª Será que as mulheres querem se candidatar a algum cargo?
2º Se querem, porque o corre-corre dos partidos?
3º Mulher vota em mulher?
Tenho as minhas conclusões sobre as questões acima, mas gostaria de debater com outras mulheres esse assunto. 
Estamos em um período onde as mulheres conquistaram muitos direitos, e já mostraram o seu potencial. Não é à toa, que nosso País é comandado por uma de nós. No entanto, não podemos deixar que nos  tratem como gado.  
Vejo o interesse brotar em algumas mulheres que já foram “aliciadas” para lançar candidatura própria. Pena que esse convite seja oportuno aos partidos, e não às necessidades e prioridades das futuras candidatas. É muito fácil encher a mão de “santinhos” e colocar as meninas na rua, isso quando colocam. Difícil é, após o período eleitoral, capacitar e despertar a vontade política naquelas que serviram como estepe dos 30%.
Conquistamos esse direito com muito esforço, e nesse quesito palmas ao PT, que foi o pioneiro em reservar espaço nas chapas às candidaturas femininas. Coincidência ou não, a maioria das mulheres eleitas estão ligadas ao PT, ou a partidos de esquerda. Por que será?
Vale ressaltar que estamos vivendo outro momento, e que essa questão precisa ser debatida com seriedade. Por isso, fica a dica A TODOS os partidos, sem exceção.  

A mulherada agradece!
PS: Amigas antes de caírem no conto da coligação e do coeficiente eleitoral analisem bem os prós e os contras de colocar o time na rua. Ok?! Na dúvida, não sou expert, mas posso dar algumas dicas de como lidar com esse tipo de aliciamento.

terça-feira, 26 de julho de 2011

O tempo de Gêmeos

“Eu não sou senhor do tempo, mas eu sei que vai chover”. Chorão já previa aquilo que os astros sinalizam toda vez que uma tempestade está por vir. Tirando a água do meu banho e a que me deixa de pé, cansei de vê-la cair dos meus olhos em forma de lágrimas. Também pudera geminiano é o choro em pessoa. Chora por tudo. Até pela indecisão que o caracteriza como o signo mais “vai ou não vai” do zodíaco.

Voltando ao senhor tempo, bem dizia a minha avó: ele é o melhor remédio para as causas impossíveis. E não é que é verdade?! Ele acalma o coração, permite resolver os problemas, rever conceitos, entre outras coisas. Virei adepta do tempo, mas não o tenho diariamente, devido à correria. Prefiro utilizá-lo para controlar a minha paciência. Ah, impaciência e ansiedade são outras características do signo de dupla personalidade.

Resolvi falar do tempo, pois ele tem mexido muito com a minha cabeça ultimamente, seja pela falta ou pelo excesso. Em outras épocas, já o teria mandado para o “quinto dos infernos”, mas aprendi que depois dos 30 qualquer tempinho é negócio. Por isso, calma Daniela, calma. Segundo as profecias, você ainda tem até 2012 para ser feliz!

Quanto aos geminianos, nem tudo está perdido. Somos comunicativos, inteligentes, temos vários amigos e poucos inimigos, vivemos no mundo de "Bob", nos adaptamos facilmente aos ambientes e odiamos o marasmo. Só não aperte o nosso calo, pois nem o tempo será capaz de nos fazer esquecer aquele que transformou o calo em ferida.

domingo, 10 de julho de 2011

Ser ou não ser? Está em suas mãos!

Cuidar da casa, dos filhos e da família, tarefas corriqueiras às mulheres. Juntem a essas atribuições a vontade de viver em um mundo melhor, mais justo e igual. O resultado está nas milhares de mulheres que fazem a diferença na política. Que em grupo mostram a força feminina. Quando falo política não digo apenas a partidária, mas também a do cotidiano.

Em um universo masculinizado, a busca por um espaço não é fácil. A história nos mostra o quanto foi difícil conquistarmos alguns direitos, e o quanto é difícil conviver com a indiferença e as diferenças. Infelizmente ainda existem aqueles que pensam que “lugar de mulher é na cozinha”.

Pois é, e não são somente os homens que pensam assim. Sabe por quê? Muitas mulheres não confiam no potencial de suas semelhantes. Não acreditam que podemos fazer a diferença quando ocupamos os espaços públicos. Prova disso: a escassez de mulheres nas Câmaras e Assembleias de todo Brasil.

Na Baixada Santista, a representação feminina no Executivo não está tão mal assim. Das nove prefeituras, três são administradas por mulheres – houve tempo em que todas essas cadeiras eram masculinas. Porém, nas Câmaras Municipais, o visual não é o mesmo. Em um total de 110 cadeiras, apenas cinco são ocupadas por mulheres. Muito pouco, aliás, nada, se pensarmos que somos a maioria dos eleitores (51%). Nesse quesito destaque às mulheres do PT. Das cinco vereadoras, somente uma não pertence à sigla.

Como vimos, culpar os homens pelo fracasso feminino nas urnas não é desculpa. As obrigações que temos muitas vezes nos impedem de assumir determinadas posturas. A participação feminina na política vai além de uma questão de gênero, ela é uma questão de opção. Muitas vezes me pergunto, será que os espaços não são ocupados porque não queremos? Não é mais fácil estarmos atrás dos homens em tarefas “maternais” como as assessorias, por exemplo? Será que estamos a fim de ocupar os 30% que nos foi destinado? Por que apoiamos candidaturas masculinas quando temos potencial para conduzirmos as nossas?

Alguns desses questionamentos podem até ter respostas imediatas, porém fica a dica aos coletivos e grupos de mulheres que façam a discussão sobre esse ponto de vista.

O ano que vem é ano de eleição, e precisamos aproveitar a presença de uma mulher no cargo mais alto de nosso País para mostrar ao povo que podemos e somos capazes de auxiliar na construção de um mundo melhor.

De uma coisa eu tenho certeza, a mulher quando ocupa um espaço de poder ela faz a diferença. Além de deixar o ambiente mais charmoso, elas têm a capacidade de apontar soluções e discutir os assuntos com um olhar avançado, de um jeito que só a mulher sabe fazer. 

terça-feira, 28 de junho de 2011

Em nome de Deus eu vos condeno!


Os recentes e constantes ataques à orientação sexual dos indivíduos mostram a incoerência dos pregadores da moral e dos bons costumes, e daqueles que utilizam o nome de Deus em vão (um dos dez pecados).  Sem generalizar ou condenar os religiosos, alguns malucos estão exagerando. Não sei se por vontade de aparecer, ou por não ter o que fazer.
Vamos ao que interessa:
A Bíblia diz: “Amai-vos uns aos outros, como a ti mesmo”.
Certo, mas o que dizer do fiel seguidor dos preceitos bíblicos? Se ele renega e odeia o seu irmão, ele não ama a si próprio. Ou pior é mal amado. Um conselho: passe a conversar mais com o seu espelho. Uma boa terapia também ajuda a melhorar a auto estima.
O livro sagrado diz ainda: “Aqueles que respeitarem as leis de Deus terão o reino dos céus”. Pois bem, nossa vida tem livre arbítrio, e fazemos dela o que bem entender. Para disciplinar as nossas ações existem as leis dos homens, se não cumpri-las podemos sofrer sanções.
Por exemplo, se eu matar uma pessoa quem vai pra cadeia? Eu. Se eu pecar quem irá arder no mármore do inferno? Eu. Portanto, se importe mais com os seus atos, e deixem que os outros façam da sua vida o que bem entender. Quem é você pra julgar? Por acaso o cajado da justiça divina lhe pertence? O castigo que tanto insiste em imputar as vidas alheias, pode não ter importância no dia do seu juízo final.
Outra coisa, segundo a Igreja o sexo tem apenas a função da procriação, então porque sentimos prazer? Até onde sei a mulher não precisa gozar para engravidar - desculpe-me se usei um termo chulo, mas para entender é melhor-, basta estar no período fértil.
Cresci na igreja católica, estudei a Bíblia, e dos sacramentos só não tenho o Casamento.  Mas, nem por isso, me tornei uma pessoa preconceituosa. Lá aprendi muitas coisas boas.  Aprendi a respeitar o próximo, a fazer o bem sem olhar a quem, e a ser um ser humano melhor. Ter uma religião, e nela acreditar, não é desculpa para ofender, humilhar e desrespeitar aqueles que não pensam ou agem como você.
A Bíblia é um livro que requer muita interpretação de texto. Cuidado, pois se apegar as interpretações de outros e tomá-las como sua filosofia de vida, pode lhe trazer à infelicidade.
O nosso caminho, nós mesmos trilhamos. No final de todo arco-íris tem um pote de ouro. Pense nisso!


segunda-feira, 27 de junho de 2011

A busca pela felicidade

Na luta por dias melhores, seguimos incansáveis na busca pela felicidade. O caminho é árduo e cheio de pedras, e faz pensar que a vida é feita, apenas, de momentos felizes. Que a felicidade nunca chegará a sua plenitude.
Aprendemos que pensamentos negativos atraem coisas ruins, mas como não pensar no pior?! Impossível.  O ser humano não foi programado somente para as coisas boas. Precisamos do que é ruim para aprender a viver. 
Os tombos servem de lição, e o levantar é um desafio de encarar a vida de outro jeito, de dizer para o novo: eu quero, eu preciso, eu vou conseguir!  O equilíbrio vem com a maturidade, depois que o corpo e a alma já estão repletos de hematomas. Sábios são aqueles que não se importam com as feridas, e ao primeiro sinal de cicatrização mostram que são capazes de encontrar a tal felicidade.
E quando pensamos que o amor (homem e mulher) não existe. Que isso é coisa de novela, de conto de fadas.  Vem um vento e sopra no ouvido: “O teu amor chegou”. Pronto para embarcar na carruagem, o relógio sinaliza meia-noite, e o que era lindo acabou, virou abóbora. Do mesmo jeito que o vento soprou, o sonho acabou e deixou na cabeça e no corpo as lembranças de alguém que lhe fez bem, mesmo que por alguns instantes.
O bom disso tudo é poder sentir novamente que estamos vivos. Que as sensações gostosas da vida, do amor ao próximo, da paixão enlouquecida, são maiores do que as feridas. Nada como sentir um bom e duradouro frio na barriga, as borboletas enchendo o estômago e uma gostosa e doce vontade de estar perto, de querer bem. Mesmo que esse alguém tenha ficado apenas na memória.
Portanto, apaixonem-se, entreguem-se, amem e vivam cada segundo como se fosse o último.
A total felicidade pode não existir, mas tê-la constantemente revigora e enche de prazer.

Migrante Calunga

Numa semana repleta de inspiração, escrevi esse poema para complementar um vídeo institucional produzido para uma sessão solene na Cãmara Municipal de São Vicente. A homenagem era ao sr. Dominguinhos, o servidor com mais idade da Codesavi (Companhia de Desenvolvimento de São Vicente). Nordestino, aos 22 anos, Domingos Agostinho migrou para São Vicente, e sua história foi o enredo do texto abaixo, o qual denominei: Migrante Calunga.


Fugi da seca da fome do sertão.
Parti em busca uma vida melhor,
De um futuro onde eu fosse o protagonista de minha própria história.
Com a mala na mão, entreguei-me uma missão:
Encontrar a felicidade na primeira cidade do Brasil.

Com um galã de novela, dei início a trama da minha vida.
Conheci o amor de um homem e uma mulher,
Conheci o amor incondicional dos filhos e o prazer de educar,
Conheci o poder da labuta diária e o valor de colocar o pão na mesa.

Nessa terra fiz amigos, e mostrei a força do nordestino.
Que não se cansa para vencer,
Que tem a esperança de viver,
Que vive, mesmo quando lhe resta sofrer,
Que valoriza o abrigo que lhe fez crescer,
E que se sente filho, mesmo que esse não o tenha visto nascer.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Falta de interesse afasta jovens da militância


Por Daniela Origuela

Jovens em ato político na capital São Paulo.
Entre as décadas de 1970 e 1980, a luta pela democracia no País levou milhares de jovens a procurar um espaço para gritar por liberdade. Esse espaço era traduzido nos partidos políticos de esquerda, considerados revolucionários. Mas, o que antes era movido pelo anseio de dias melhores, hoje, para muitos jovens, não passa de um meio que as pessoas arrumam para ganhar dinheiro.

Segundo, o coordenador da Juventude Socialista Brasileira (JSB) na Baixada Santista, Thiago Garcia, 27 anos, esse é o pensamento de grande parte da juventude. Thiago representa os milhares de jovens que ainda militam dentro dos partidos políticos. “A questão é que hoje vivemos num mundo diferente daquele de 30 anos atrás. O jovem não quer discutir política, ele prefere se preocupar com o carro novo, mas não quer saber que a política influencia no preço do pão, por exemplo”, diz Garcia. 

O militante afirma que as notícias veiculadas na mídia também interferem na falta de interesse dos jovens pelos partidos. “Eles acabam rotulando todos que pertencem a uma determinada sigla, só porque alguém cometeu algo errado. É a famosa ‘rejeição antiética’”, completa Thiago.

Para o coordenador da Juventude do Partido dos Trabalhadores (JPT) na Baixada Santista, Arthur Godoy, 29 anos, a questão é que a discussão ideológica está fragilizada. “A juventude está muito individualista, sem a consciência coletiva. Ele se ausenta dos seus compromissos como cidadão”, diz Godoy. 

Sobre o enfraquecimento das legendas, ele cita como exemplo o Diretório Municipal do PT em Santos, atuante na década de 1990 e em fase difícil, atualmente. “O PT não diminuiu em Santos e nem deixou de ter jovens, acontece que as grandes lideranças assumiram outros papéis no Executivo e Legislativo e não tiveram tempo de pensar no partido para o futuro”.  

Os dois jovens dirigentes acreditam que o caminho para modificar o cenário passa pela discussão com a juventude sobre o que é política de verdade e não politicagem. “Isso significa priorizar a formação”, destaca Thiago.

*Matéria publicada na edição de 23/03/2011 do jornal laboratorial "Primeiro Texto", produzido por alunos do 2º ano de jornalismo da FaAC Unisanta.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A utopia do VLT


Desde que me entendo por gente ouço falar do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). Acostumei-me, assim como todo povo da Baixada Santista, de quatro em quatro anos, a imaginar como seriam os tais veículos - sobre trilhos, com pneus, vagões, uma espécie de metrô ao ar livre – e por onde iriam passar.

Passados mais de vinte anos, o Governo do Estado de São Paulo, cujo seu representante atual é o Sr. Geraldo Alckimin (PSDB), iniciou o processo de implantação do sistema VLT no ano passado. Projetos foram aprovados a toque de caixa nas Câmaras de Santos e São Vicente, palanques foram lotados no período eleitoral, e (...) até agora nada!
                       
Ainda bem que não saiu do papel mesmo, pois muitos pontos do projeto precisam ser esclarecidos, como por exemplo, o impacto no já “caótico” trânsito e nos empregos das empresas de ônibus, a integração dos transportes, o público beneficiado, etc. etc. Imagine um trem passando pela avenida da praia nos horários de pico? Quem encara esse trânsito, todos os dias, sabe o que estou falando.
                        
Enquanto a utópica novela do VLT fica só na promessa, outro assunto, que é tão real quanto se pressupõe o Big Brother, não é discutido: A implantação do Bilhete Único na região metropolitana da Baixada Santista. Se bem que o Governo Estadual, andou “cacarejando” ser essa a sua prioridade. Mas como a ponte estaiada e o VLT também eram (pausa para os risos).
                        
Muito mais real e com possibilidades concretas de ser viabilizado, o Bilhete Único metropolitano é a resolução dos problemas dos usuários do transporte coletivo e a verdadeira integração do transporte na região. Além de baratear o custo da passagem, o Bilhete Único, vai possibilitar que indivíduos, como eu, como você, saia do bairro Japuí, em São Vicente, com destino à Ponta da Praia, pagando apenas uma tarifa, por exemplo.
                         
Sem contar que as empresas de ônibus poderão modernizar a sua frota e disponibilizar mais veículos à população, haja vista, a redução nos impostos que encarecem o valor repassado aos usuários (tarifa).  
                         
Para que o Bilhete Único seja de fato implantado na nossa região, é necessário fazermos uma mobilização e mostrarmos aos “cacarejadores” de plantão, que o Bilhete Único é real e possível.
                         
Vamos deixar a utopia para os romances das novelas e as promessas, sem retorno, aos caras-de-pau.
                         
Vamos lutar pelo o que pode se tornar realidade, ou seja, pelo Bilhete Único na Baixada Santista.
                       

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Aborto na casa dos outros é refresco

É muito comum julgarmos os atos dos outros sem olharmos para os nossos próprios atos.
Fazermos críticas aos problemas dos outros, e esquecermos que eles podem se tornar nossos próprios problemas.
O que acontece na casa do pobre, também acontece na casa do rico. Com uma diferença: o poder aquisitivo.
Por exemplo, o aborto da jovem rica é feito em clínica particular ou num consultório médico. O aborto da jovem pobre é feito no “açougue da esquina” ou no banheiro de casa.
Para curar o sangramento, a rica toma remédios e é acompanhada por médicos. A pobre toma “garrafada” e é acompanhada por “curandeiros”.
A mãe da jovem rica quando descobre o ato da filha, finge que não viu: Aborto é coisa de pobre. A mãe da jovem pobre, passa a mão na cabeça, e conta as moedas para ver o que pode fazer pela filha.
A jovem rica não se preocupa com a legislação, afinal ela fez uma Curetagem. A jovem pobre tem medo do seu destino, não procura atendimento médico e sangra até morrer.
Anos mais tarde, a jovem pobre que sobreviveu ao aborto, conta a experiência horrorosa para as amigas. Enquanto a jovem rica, nega até a morte ter feito um aborto e critica todas aquelas que já cometeram.
Chega de hipocrisia. Milhares de mulheres morrem e são mutiladas anualmente devido à conseqüência de procedimentos realizados clandestinamente.
Sabemos que a maior dádiva da vida de uma mulher é o dom de ser mãe, mas não dá pra tratar o aborto como questão religiosa ou moral, enquanto no quarto ao lado pode estar morrendo a sua filha.
“Aborto na casa outros é refresco!”.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

"Palhaçadas"

Um dia desses bem cedinho, dentro do ônibus, a caminho da faculdade, ouvi uma grande discussão sobre os personagens políticos da eleição deste ano. A polêmica começou com a passagem de uma fila de carros repletos de propagandas e bandeiras de um determinado político da região.

Uma senhora grita “político é tudo ladrão, só aparecem de quatro em quatro anos”. Outro senhor com um pensamento parecido dispara “esse aí então nem se fala, por isso é que eu vou votar no Tiririca”. Uma jovem entusiasmada com os comentários decide entrar na conversa “pior não fica, eu também vou votar no Tiririca”. Tem início um verdadeiro debate. Uns contra, outros a favor. Muita gente indecisa. Entre votos brancos e nulos muitos risos e gargalhadas. De vez em quando alguém arriscava um palpite que não envolvesse o nome Tiririca.

De repente, um jovem senhor de voz rouca se intromete na conversa: “Hoje vocês dão risada do palhaço, amanhã o palhaço vai dar risada de vocês”. Todos ficaram em silêncio. Como o ônibus já havia chegado ao meu destino, não pude ver o desfecho desta discussão.

Palhaçadas a parte, votar num palhaço como forma de protesto, é a mesma coisa que votar consciente em alguém que tem ficha suja.

O que não falta nas Câmaras e Assembleias de todo o País são “Tiriricas” vestidos de terno e gravata. Suas melhores piadas podem ser vistas na falta de Educação, Saúde, Segurança, e até mesmo no bolso. Como no circo, quem paga pelo espetáculo somos nós.

Enquanto o povo não entender quem é o palhaço e que voto é coisa séria, a tendência é aumentar cada vez mais o picadeiro.

Quem ri por último, ri melhor!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Biografia de um indigente - Parte I

“Pés descalços, bermuda surrada, um pedaço de pão na mão. No rosto as marcas de um resfriado que se não cura, e no olhar o desejo de ser amado. Não tem o tamanho de um homem grande, mas é tratado como se assim fosse. O choro e os palavrões são as suas armas. Por enquanto, a sua única “amiga e inimiga” é aquela que lhe deu a vida. Ele é o caçula de “uma dúzia de frutos indesejados”. O seu destino não foi traçado na maternidade, e sim num quarto escuro de uma esquina qualquer. Ninguém lhe ouve, seu grito representa um desespero, uma angústia. Dizem que ele é o futuro da nação. Que nação?! As leis que ele aprende não foram feitas por homens engravatados, mas sim por homens armados e amados por aquela que lhe pôs no mundo. Sua primeira foto, foi na mesa de um bar, ao lado da garrafa de pinga e de um maço de cigarro. Foi batizado com álcool etílico, no dia em que sua mãe, mais uma vez, foi abandonada. Nem tudo é tristeza para ele, a bola talvez seja a sua maior alegria, e quem sabe a esperança de um futuro melhor. A única certeza que ele tem na vida é de que quando crescer será um jogador de futebol. “

quarta-feira, 5 de maio de 2010

O ENEM e o PROUNI na minha vida

Três décadas, trinta anos, essa é a minha idade. Três filhos, Tripla jornada. Literalmente o número três me persegue.

Numerologia a parte, estou vivendo a melhor fase da minha vida. Nunca pensei chegar onde cheguei. Aliás, pensei sim, na brincadeira de criança, quando o meu sonho era entrar na faculdade e ser Advogada.
Forçadamente, e por força do destino, tive que esperar um pouco até que eu conseguisse chegar onde cheguei, ao banco da sala de aula de uma Universidade.

Modéstia a parte, capacidade até que eu tinha, haja vista as minhas notas do Ensino Fundamental e do inicio do Ensino Médio. O problema é que eu decidi, por um acaso, mudar o ciclo natural da vida. Aos 16 anos, com uma criança no colo, tive que assumir o papel de mãe. Os estudos já não faziam mais parte dos meus planos, pelo menos por enquanto.

Abandonei os estudos, constitui família, mas continuei trabalhando.Com três filhos, aos 22 anos, nunca parei de trabalhar. A carreira doméstica não era pra mim. Minha independência começou no meu primeiro emprego, aos 13 anos.

Eu sabia que nos estudos estava a minha chance de ser feliz de verdade. Que era a oportunidade de proporcionar aos meus filhos uma vida mais digna. Infelizmente, não consegui conciliar a vida familiar e profissional, com a escola.

Enfim, no ano passado, quando eu já pensava em encarar um EJA (Ensino de Jovens e Adultos), para terminar o terceiro ano do Ensino Médio, surge uma grande oportunidade: o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio).

O ENEM, além de avaliar o Ensino Médio, proporcionar o acesso as Universidades Federais e ao PROUNI (Programa Universidade para Todos), daria a chance àqueles que, por algum motivo, não concluíram o Ensino Médio, de certificar as suas competências, e se habilitar a continuar os estudos no Ensino Superior.

Mesmo fora da escola por treze anos e sem tempo para pegar nos livros, resolvi me inscrever. Peguei um simulado da internet, e rascunhei algumas respostas. Foi o que fiz até os dias das provas. E que provas!

Foi uma maratona de perguntas longas que, no meu ponto de vista, não eram difíceis de se responder, mas tinha que ser compreendidas. Pura interpretação de texto. Imaginem a situação do segundo dia de prova. Português, Matemática, e Redação. Pensei: “Já era! Nem estudei.”

Contei os dias para saber o resultado. A ansiedade me consumia. Mas, finalmente saiu o resultado das provas. E...surpresaaaa: mandei muito bem. Além de garantir a certificação para o Ensino Médio, havia garantido pontuação suficiente para concorrer às vagas do SISU e do PROUNI.

Confesso que chorei. Chorei muito. Pulei de alegria. Parecia uma adolescente. Pensei nos meus filhos. Na minha mãe. Na minha vida. E na história que um dia eu tinha deixado de escrever.

Inscrevi-me para a 1ª chamada do PROUNI.  Fui aprovada na minha 1ª opção: Jornalismo (que hoje eu curso na UNISANTA). Não sei como descrever a felicidade que senti. Toda vez que eu via o comercial do PROUNI caía no choro e dizia: Eu Consegui!

Nos primeiros dias de aula, custei acreditar que o sonho tinha se tornado realidade. Aos poucos, a ficha foi caindo, e finalmente assumi a minha mais nova posição social: a de Universitária.

Digo que foi Deus no Céu, que me deu força e coragem para alcançar meus objetivos. E o Presidente Lula, na Terra, que por meio da democratização do Ensino Superior, deu oportunidade para que eu, e milhares de jovens do País conseguíssemos ser “Alguém um dia na vida”.

terça-feira, 6 de abril de 2010

“O Aborto dos Outros” / Sexualidade e Direito Reprodutivo

Falar em aborto é um assunto muito delicado. E olha que já estamos no século XXI. Mas, infelizmente, mesmo com tantos métodos de prevenção a gravidez, milhares de mulheres morrem ou ficam estéreis em conseqüência de um aborto mal sucedido.


É muito fácil julgar as pessoas, e debater a legalidade do aborto (não estou aqui para entrar nesse mérito). O difícil é reconhecer que o tema deve ser encarado como problema gravíssimo de saúde pública, que merece a devida atenção.

Não dá para discutir princípios éticos, morais e religiosos, quando tratamos da vida de milhares de mulheres, que, em sua grande maioria, são jovens com menos de 25 anos.

Sabemos que são inúmeros os métodos contraceptivos, que inclusive são distribuídos pela rede pública de saúde. Sabemos, também, que hoje, as informações sobre sexualidade chegam com maior facilidade aos jovens, ao contrário do que ocorria antigamente. Mas alguma coisa ainda está errada, e é isso que precisamos discutir.

Na próxima semana, de 12 a 18 de abril, será realizada a Semana Municipal de Juventude de São Vicente. E no intuito de debater com a galera esse tema tão importante que é a “Sexualidade e Direito Reprodutivo”, eu e a minha “miga Lamaison”, preparamos um super cine-debate com o documentário “O ABORTO DOS OUTROS”, de Carla Gallo.

Venha discutir com a gente a melhor forma de encarar esses problemas de saúde pública, que gera graves problemas sociais. O cine-debate será realizado no dia 16 de Abril, às 18h00, na Câmara Municipal de São Vicente - Rua Jacob Emmerich, 1195 – Parque Bitarú – São Vicente /SP.

quinta-feira, 25 de março de 2010

TROGLODITA BBB10 X GOVERNADOR MAQUETE

O que será pior? Um cara em pleno horário nobre da TV, dizer que AIDS só contrai quem é gay. Ou, um Governador inaugurar uma “maquete” em alto estilo. É evidente que, as duas situações são bem esdrúxulas, e reflete a sociedade em que vivemos.
Para entender melhor os dois acontecimentos, e o comportamento do ser humano, resolvi fazer algumas comparações:

No Ensino Fundamental, lá pelo 6º ou 7º ano, aprendemos como são transmitidas as DST’s, e como são prevenidas (claro que de uma forma adequada para a idade). Quando crescemos um pouco mais, aprendemos a conviver com a diversidade. É certo que nem sempre respeitamos, mas aceitamos e avançamos muito no assunto (é o que parece). As campanhas de prevenção a AIDS são constantemente veiculadas nos órgãos de imprensa e na mídia em geral. As Paradas GLBTT ocorrem no Brasil inteiro (apesar de uma grande parcela de homofóbicos estragarem a festa). A Lei Maria da Penha garante o direito das mulheres em se defender, prendendo os covardes machistas em seu devido lugar.

Daí, me aparece um “troglodita”, que mal sabe falar, em um dos maiores canais de televisão do País, em horário nobre, contrariando tudo aquilo que conquistamos. E o pior de tudo, aplaudimos esse cara de pé. Permitimos que as crianças duvidem dos professores e da ciência, pois a AIDS se “pega” em relação sexual sem camisinha, seja essa relação heterossexual ou homossexual, seja a pessoa gay, lésbica, homem, mulher, travesti, criança, jovem, adulto, idoso, solteiro, casado, em qualquer um. Permitimos também, que nossos filhos acreditem que gays e travestis são “aberrações”, e que certo é ser fortão, machão, fazer luta livre (ou sei lá o que), gritar com as pessoas, ser o dono da verdade, e ainda ameaçar mulher (que só não apanhou por conta das câmeras). Triste é ver no final de tudo isso, a Procuradoria Geral da República ter que processar o bendito Canal de TV por causa da blasfêmia dita pelo “troglodita”. E, esse mesmo Canal se negar a tomar qualquer tipo de atitude. Como disse o apresentador: “Maiores informações sobre a AIDS, no site do Ministério da Saúde www.aids.gov.br”.

Agora vamos ao caso da inauguração da “maquete”. Um circo armado, onde o artista principal é o “povo palhaço” que está na arquibancada.

Nos livros de história do Brasil, vimos que passamos por um longo e sangrento período de ditadura, onde as pessoas não tinham direito de ir e vir, e os governantes eram militares escolhidos entre eles mesmos. Pois bem, muita gente morreu ou simplesmente desapareceu para que nós pudéssemos, enfim, termos o direito de ir e vir, de abrir a boca quando se tem vontade, de escolher o bendito ou maldito que irá nos representar. Conseguimos tirar do poder um Presidente da República, através do movimento dos “caras pintadas” que acarretou no impeachment. Com o surgimento da Internet e o fácil acesso aos meios de comunicação, os escândalos envolvendo os políticos adentraram as nossas casas nos permitindo conhecer “um pouco mais” nossos representantes.

E como é ano de eleição, era de se esperar promessas e mais promessas. O povo parece que esquece de tudo aquilo que aprendemos lá atrás, e dos direitos que adquirimos com tantas dificuldades. É VLT – Veiculo Leve sobre Trilho, que aparece de dois em dois anos, mas o povo ainda continua se matando dentro dos ônibus lotados. É túnel que liga o “não sei o que ao não sei aonde”.

E agora, a mais nova atração é a Ponte Estaiada, um monumento, que vai ligar Santos ao Guarujá. A mídia regional (Baixada Santista), do mesmo Canal de TV que passa o “Sr. Troglodita”, anuncia dia e noite a obra “faraônica”. Só que tem um detalhe, ela é apenas uma maquete. Nenhuma audiência pública com a população foi realizada, não existe relatório de impacto ambiental  e para piorar a situação, em ano de eleição dificilmente essa obra sairá do papel. Mas, mesmo assim, em uma cerimônia cheia de pompa e graça o Governador fez a inauguração do ano.

Você deve estar se perguntando, o que o Troglodita do BBB 10 tem a ver com o Governador da Maquete. Ora, muita coisa. Os dois são artistas natos (deveriam entrar na Malhação). Adoram contar uma piada (Ary Toledo que se cuide). Enganam o povo (ou povo se deixa enganar). Exterminam a educação (coitados dos professores). E para finalizar têm a mídia seus pés (por que será hein?).

Pare e reflita. Não deixe se influenciar por qualquer coisa. Investigue os fatos. Veja os dois lados do assunto. Aproveite a liberdade que você tem para protestar, para desligar a TV, para votar em quem realmente merece o seu voto. A solução de muitos problemas está em nossas mãos, mas infelizmente insistimos em não ver.

APENAS UM JOÃO!


"Meu nome é João, mas sou mais conhecido como Boladão. Tenho 13 anos, quatro irmãos e ajudo a minha mãe nas despesas de casa.

Não sei escrever direito. Para minha mãe trabalhar eu precisava ficar com os meus irmãos, daí faltei em muitas aulas, mas mesmo assim consegui completar a terceira série. Ah, mas de computador eu entendo viu?! Sou campeão no CS, tenho dois profiles no ORKUT, e se você me add, eu “tc” com “vc” no MSN. Meu passatempo preferido é ir na “lan” lá perto de casa todas as tardes.

Acordo depois do meio dia, pois meu trabalho é árduo durante a noite. Sabe como é né?! “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, e se eu não der meus pulos a galera lá em casa fica sem leite.

Sou o chefe da minha casa. Meu pai eu nem conheci, mas sei que ele era famoso aqui na minha quebrada. Até dizem que eu pareço com ele.

Quando eu nasci a minha mãe tinha a minha idade. Olha ela é muito gata, não tem nem 30 anos. Meus irmãos são todos diferentes, também pudera cada um tem um pai. Minha coroa rala pra caramba, faz faxina, cata latinha, tudo não pra não deixar a gente na mão. Ela diz que eu tenho que sair dessa vida, que tem medo de me perder.

No baile funk, eu sou o rei, meus panos da OAKLEY fazem fazem sucesso, e as gatinhas não largam do meu pé.

Um dia desses lá no meu “trampo” tomei um monte de tapa na cara. Nessas horas eu penso em mudar de vida, mas vejo que não tem outro jeito, já virei VIDA LOKA”.


Esse relato é fictício, mas infelizmente é a realidade de muitos jovens do nosso país.
Embora seja considerado jovem o individuo que tem de 18 a 29 anos, muitos não conseguem chegar aos 21 anos, pois se tornam vitimas da violência.

Muitas jovens se tornam mães muito cedo, e a falta de planejamento familiar faz com que elas tenham mais de três filhos antes de completar os 30 anos. Geralmente esses filhos são gerados de relacionamentos sem sucesso.

A inversão de valores e a influência da mídia contribuem para que o jovem ingresse na criminalidade com a falsa sensação de sucesso e o ganho imediato.

Olhe pra o lado! Veja quantos jovens se encontram nessa situação!

Você pode fazer a diferença! Seja protagonista da construção do Brasil que queremos.

Lembre-se: “A juventude não é o amanhã, ela é o agora!”.





sexta-feira, 4 de abril de 2008

I CONFERÊNCIA ESTADUAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA JUVENTUDE DE SÃO PAULO
















No último final de semana (29 e 30 de Março), a juventude paulista teve a oportunidade histórica de participar da I CONFERÊNCIA DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA JUVENTUDE DE SÃO PAULO, que teve o intuito de mobilizar os jovens em torno de questões importantes para o seu desenvolvimento.

Cerca de 1400 jovens de todo o Estado ocuparam o espaço do Parque da Juventude, antigo complexo prisional do Carandirú, demonstrando estarem preparados à apontar para onde devem ser norteadas as políticas públicas de juventude.

A galera da Região Metropolitana da Baixada Santista, da qual eu pertenço e me orgulho, não poderia ficar de fora, e participou da Conferência levando 54 (cinquenta e quatro) delegados que representaram a região com muita categoria, mostrando que a juventude também sabe fazer política e não deve ser esquecida.

Como acontece em toda a Conferência, nem todo mundo saiu satisfeito, pois é impossível atender o anseio de todos. (Graças a Deus vivo em um Estado de democracia e liberdade de expressão. Salvem a todos que lutaram contra ditadura e me permitiram viver esse momento!).

Mas o que importa de verdade, é a UNIÃO de todas essas tribos que fizeram a diferença nesse final de semana. As propostas que nesse encontro foram discutidas não devem ser esquecidas, temos o dever de cobrar ações concretas e de exigir os nosso direitos. Todo o nosso esforço não deve ficar em vão.

Avante Juventude. Levante a sua Bandeira!